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Cada ser humano tem suas peculiaridades. Isso é muito fácil de perceber, mas certamente difícil de aceitar. Cada um tem sua história, crenças e pensamentos que estão diretamente ligados à sua criação. As experiências vividas na infância, os modelos familiares, os comportamentos adotados e os valores arraigados, constituem a essência de uma pessoa. "Ninguém é igual a ninguém, as pessoas são ÚNICAS"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

TDAH (Transtorno Déficitde Atenção e Hiperatividade)


 TDAH (Transtorno Déficit de Atenção com Hiperatividade)
Durante muitos anos, crianças sofrem os abusos da ignorância educacional, de forma a rotulá-las diante da sociedade que a cerca. Esta é a realidade de muitas crianças e adolescentes portadores de TDAH, que após conviver com suas dificuldades, adverte (através de seu comportamento) a sua família, a escola e aos amigos como respeitar suas diferenças para que ele próprio supere os seus limites.
É preciso aprender a conviver e acima de tudo, é preciso respeitar esta convivência. "O transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, é um problema de saúde mental que tem três características básicas: a desatenção, a agitação (ou hiperatividade) e a impulsividade. Este transtorno tem um grande impacto na vida da criança ou do adolescente e das pessoas com as quais convive (amigos, família e professores)." (TDAH p.36).
Baseado neste aspecto que constrange drasticamente crianças, adolescentes e principalmente seus familiares é que insistiremos na importância de que todos, inclusive os educadores ampliem seus conhecimentos, visto que eles utilizam o saber e a criatividade para ministrar aulas para seus alunos e também alunos portadores de TDAH que eles desconhecem.
Precisamos crer que os processos educacionais vigentes, através da capacitação de seu corpo docente, priorizem a aprendizagem respeitando as várias formas de inteligência que todos possuímos, para que possamos formar adolescentes conscientes, autônomos e mais capazes de acreditar no seu verdadeiro potencial. Com este trabalho, procuramos alertar pais, professores e acima de tudo, informar e conscientizar os alunos portadores desta síndrome, que desconhecem os motivos para tais comportamentos.
Nossa caminhada está apenas começando e com ela pretendemos alertar a todas as pessoas que encontrarmos neste percurso. Acreditamos que podemos multiplicar o nosso conhecimento para melhorar o rendimento e o desenvolvimento de nossos filhos e alunos. Convidamos você para fazer parte dessa longa caminhada...
O PROBLEMA
Estamos vivendo um momento histórico na área Educacional. Ações isoladas e individuais vão moldando lentamente a nova imagem do educando e do educador absorvendo teorias pedagógicas ditas mais modernas. Existe uma permanente adaptação e atualização para a sobrevivência desta relação. Os professores são privilegiados por estarem em companhia de seus alunos a maior parte do tempo, podendo analisar, observar e diagnosticar as dificuldades de aprendizagens.
O TDAH foi descrito inicialmente no séc. XIX por Henrich Hoffman, em crianças. Após muitos anos, ela foi amplamente divulgada no meio médico e ainda hoje podemos observar diagnósticos falhos sobre esta síndrome.
TRANSTORNOS DO COMPORTAMENTO
Na idade escolar, a desatenção é a grande queixa dos professores. Não há uma solução fácil para administrar TDAH na sala de aula ou em casa. A eficácia de qualquer tratamento deste problema na escola depende do conhecimento e da persistência da equipe educacional e de sua intensa comunicação com a família. Tudo isso contribui para que as pessoas nessas condições tenham auto-estima baixa e passem a exigir atenção especial de pais e educadores pois elas nem conseguem ficar por muito tempo paradas ou em silêncio. O transtorno do déficit de atenção é uma síndrome que afeta um grande número de crianças.
No Brasil atinge cerca de 10% da população, comprometendo o desempenho escolar, dificultando as relações intrapessoais e interpessoais provocando baixa auto-estima. 
A dificuldade em conviver com essa situação é provocada mais pela falta de informação e de compreensão dos pais e educadores, pois a questão é entender como são essas pessoas e como elas se comportam. A partir do diagnóstico, torna-se possível adoção de medidas que incluem um novo direcionamento na sua educação, não apenas na escola, mas em casa e em outros ambientes, sempre procurando uma acomodação de acordo com as suas necessidades.
SINTOMAS A SEREM OBSERVADOS:  
Se a criança tem pelo menos seis desses sintomas...
Se a criança tem pelo menos seis desses sintomas...
• É inquieto, vive mexendo as mãos e pés e se remexendo na cadeira .
• Não enxerga detalhes ou comete muitos erros por falta de cuidado.
• Tem dificuldade de permanecer sentado.
• Tem dificuldade de manter a atenção.
• Corre sem destino ou vive subindo nos móveis, janelas, muros etc.
• Parece não ouvir quando está entretido com alguma coisa.
• Tem dificuldade de engajar-se em atividades.
• Tem dificuldade de seguir instruções e regras ou não termina o que começa.
• Fala excessivamente
• Evita ou não gosta de tarefas que exijam esforço prolongado
• Responde às perguntas antes mesmo que sejam formuladas
• Perde frequentemente objetos necessários às suas atividades
• Age como se movido por um motor
• Distrai-se com facilidade
• Tem dificuldade de esperar a vez
• Esquece frequentemente de cumprir atividades diárias
• Interrompe ou se intromete em qualquer conversa

...ela pode sofrer do transtorno da hiperatividade
...ela pode ter déficit de atenção.
 
Vários estudos e pesquisas demonstraram que 3% a 6% da população de crianças de 4 a 7 anos apresentam TDAH. O diagnóstico dessa síndrome é clínico. Existem escalas que descrevem os sintomas de atenção, Hiperatividade e Impulsividade (Escala de Conners, a Escala de Problemas de Atenção do Inventário de Comportamento de Crianças e Adolescentes, Escala de Inteligência Wechsler para Crianças). Esta Escalas podem ser úteis como "ferramentas auxiliares" no processo do diagnóstico, mas não servem como instrumentos isolados. O exame neurológico evolutivo, realizado por neurologistas de crianças pode indicar dados que fortalecem o diagnóstico clínico. Os dados isolados desta avaliação não são suficientes para o diagnóstico preciso. Outros testes neuropsicológicos mais complexos e exames mais modernos, como a tomografia por emissão única de fóton, são bastante promissoras para o futuro. Neste momento, fazem parte apenas de ambiente de pesquisa, não sendo ainda confiáveis para o diagnóstico. Quanto mais cedo é feito diagnóstico, menores são as conseqüências psicológicas nas crianças ao longo dos anos. Outra vantagem é a identificação precoce da possível existência de outras doenças associadas, fenômeno que chamamos de comorbidade (a existência de dois distúrbios com mais freqüência do que o esperado pelo acaso).

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