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Cada ser humano tem suas peculiaridades. Isso é muito fácil de perceber, mas certamente difícil de aceitar. Cada um tem sua história, crenças e pensamentos que estão diretamente ligados à sua criação. As experiências vividas na infância, os modelos familiares, os comportamentos adotados e os valores arraigados, constituem a essência de uma pessoa. "Ninguém é igual a ninguém, as pessoas são ÚNICAS"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

O Pedagogo na Educação da criança Autista.



As crianças com autismo, regra geral, apresentam dificuldades em aprender a utilizar corretamente as palavras, mas se obtiverem um programa intenso de aulas haverá mudanças positivas nas habilidades de linguagem, motoras, interação social e aprendizagem é um trabalho árduo precisa muita dedicação e paciência da família e também dos professores. É vital que pessoas afetadas pelo autismo tenham acesso a informação confiável sobre os métodos educacionais que possam resolver suas necessidades individuais.

A escola tem o seu papel no nível da educação. São elaboradas estratégias para que estes alunos consigam desenvolver capacidades de poderem se integrar com as outras crianças ditas "normais". Porém, a família tem também um papel crucial, porque são os que têm mais experiência em lidar com as crianças, principalmente, porque as crianças autistas necessitam de atenção redobrada, durante 24 horas. Muitas vezes, a profissão e o horário cotidiano não facilitam, mas é importante dispensar algumas horas para que as crianças possam se sentir queridas e mostrar o que aprenderam. Os pais podem encorajar a criança a comunicar espontaneamente, criando situações que provoquem a necessidade de comunicação. Não se deve antecipar tudo o que a criança precisa, deve - se criar momentos para que ela sinta a necessidade de pedir aquilo que precisa.

Na realidade, os problemas encontrados na definição de autismo, refletem-se na dificuldade para a construção de instrumentos precisos e adequados para um processo de avaliação e condutas. Devem-se considerar as severas deficiências de interação, comunicação e linguagem e as alterações da atenção e do comportamento que podem apresentar estas crianças, a sua programação psicopedagógica a ser traçada precisa está centrada em suas necessidades, tem que observar esse aluno para, se possível, quais canais de comunicação se incapacitavam.

PROPOSTAS EDUCACIONAIS PARA O AUTISTA

É fundamental a preparação do pedagogo através de um programa adequado de diagnose e avaliação dos resultados globais no processo de aprendizagem, já que a criança especial se caracteriza pela falta de uniformidade no seu rendimento, levando-se em consideração o nível de desenvolvimento da aprendizagem que geralmente é lenta e gradativa.

Portanto, caberá ao professor adequar o seu sistema de comunicação a cada aluno, respectivamente. Antes de chegar à sala de aula, o aluno é avaliado pela supervisão técnica, para colocá-lo num grupo adequado, considerando a sua idade cronológica, desenvolvimento e nível de comportamento. As turmas são formadas por três (03) a cinco (05) alunos, no máximo, sob a responsabilidade da professora, e um auxiliar que é de grande precisão, para haver um funcionamento no ensino regular, é dada atenção especial à sensibilização dos alunos e dos envolvidos para saberem quem são e como se comportam esses alunos portadores de necessidades especiais.

Com todo esse processo, a criança pode reagir violentamente quando submetida ao excesso de pressão e diante disso, é preciso levar em conta, se o programa está sendo positivo, se precisa haver outras mudanças, algo que não prejudique a ambos.

O professor precisará ter uma postura que não seja agressiva, muita paciência, transmitindo segurança e controle da situação, e, acima de tudo, muito amor pelo que está fazendo.

A importância do ensino estruturado é ressaltada por Eric Schopler (Gauderer, 1993), no método TEACCH (Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Deficiências relacionadas à Comunicação).  
Com certeza, é bom ter em mente que, normalmente, as crianças à medida que vão se desenvolvendo, vão aprendendo a estruturar seu ambiente, enquanto que as crianças autistas e com distúrbios do desenvolvimento, necessitam de uma estrutura externa para aperfeiçoar uma situação de aprendizagem.
Atualmente, já é impossível se falar de atendimento ao autista sem considerar o ponto de vista pedagógico. Cada vez mais, valoriza-se a potencialidade e não a incapacidade de seres humanos. Com isto, a sociedade como um todo só pode beneficiar-se.
Observam-se progressos inesperados em outras áreas, como por exemplo, a participação voluntária de alunos normais na confecção de programas de tratamento do aluno especial que por si só já é positivo. Além disso, se observou numa melhora na auto-imagem e na auto-estima das crianças voluntárias envolvidas.

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